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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Desfiladeiro do Medo

Desfiladeiro do Medo
É noite no Desfiladeiro do Medo e o vento sopra do deserto.
Os Santa Anas, é assim que chamam a esses ventos. Eles sopram do deserto de Mojave e trazem doença e ameaça de incêndio. Dizem alguns que têm esse nome por causa de Santa Ana, a Mãe de Maria, enquanto outros acham que é uma referência ao general Santa Ana, da cavalaria mexicana, um grande criador de tempestades de areia. E outros ainda julgam que o nome deriva de santanta,
que significa Vento do Demônio.

Books of Blood

Books of Blood vol 1
Em "O Livro de Sangue" uma investigadora de fenômenos paranormais
supreende-se com o seu mais novo pupilo. O que ela não sabe é que o garoto é um charlatão e que suas trapaças vão despertar a ira dos mortos, obrigando-os a
romper a tênue linha que nos separam deles. Este conto possui a frase mais
marcante de todos os livros de sangue "Os mortos têm estradas".

Books of Blood

Books of Blood vol 2
Não há prazer como o terror. Se fosse possível sentar-se sem ser visto entre duas pessoas em qualquer trem, sala de espera ou escritório, a conversa ouvida rondaria uma e outra vez sobre este tema.
Poderia parecer que se tratava de um assunto completamente distinto: a situação do país, um bate-papo despreocupado sobre as mortes na estrada, o aumento dos preços dos dentistas, mas pondo a nu a metáfora, a insinuação, ali, encerrada no coração do discurso, encontra-se o terror. Enquanto aceitamos sem discussão a
natureza de Deus e a possibilidade de vida eterna, ruminamos alegremente as minúcias da miséria. A síndrome não tem limite, tanto nos banheiros como nas salas de aula, se repete o mesmo ritual. Com a inexorabilidade de uma língua que se retorce para explorar um dente dolorido, voltamos uma, duas ou mil vezes a nossos medos, nos sentando para discutir sobre eles com a impaciência de um homem faminto ante um prato cheio e fumegante.